9 de dezembro de 2010

Dar é viver !

Enquanto a chuva cai lá fora apetece-me escrever: olho à minha volta e tento contar os pares de namorados que conheço. A mão direita talvez chegue; o resto, são histórias, casos, encontros, desencontros, empurrões, equívocos, enganos, esquemas, casos mal resolvidos. Parece-me que andam todos desiludidos com a vida um bocadinho ao lado daquilo que sonharam. Mulheres e homens mostrão apenas o orgulho, e as  meninas mimadas esperam o Príncipe Encantado no primeiro par de calças que com elas se cruza e rapazes que não querem crescer,desejando secretamente que a sua princesa  chegue.  E depois há os outros, os que acreditam numa relação e decidem investir nela. 
Entre os pares de namorados que conheço, alguns estão juntos alguns anos, outros nem por isso, mas fazem planos de casamentos, pode não acontecer, mas há uma coisa que o une: a vontade de estar com alguém senão para a vida, pelo menos na vida, são poucos os que assim vivem. 
Estes pares de namorados conjugam os verbos estar, partilhar e viver sem pensar no que isso implica. A explicação é simples: mais ou menos carentes, mais ou menos afectivas, são pessoas sem medo de dar amor, mesmo sabendo que nada é seguro e fiável, que nada é para a vida, a não ser a morte. E namorar é isto mesmo, viver a dois.
Dá muito trabalho viver a dois, mesmo que não se viva debaixo do mesmo tecto. É como se a nossa vida deixasse de ser completamente nossa; há outro, uma outra pessoa que também a vive connosco, que faz parte dela. Uma pessoa que cuida de nós e de quem precisamos de cuidar. Alguém que, antes de nós, já viveu uma vida inteira, já amou outras pessoas e já lambeu as feridas. Alguém que é um conjunto misterioso e complexo de defeitos, qualidades e experiências, alguém único e difícil de entender, tal como nós. Mas, acima de tudo trata-se de alguém que gosta de nós. E que gosta tanto que é connosco que quer partilhar a vida.
Parece simples, mas deve ser a coisa mais complicada do mundo, Afinal, porque é que é tão difícil estabelecer relações duradouras? 
Eu tenho uma teoria, eu acho que as pessoas não estão para se chatear. Que o novo é irresistível, e há sempre pessoas novas e não tem piada nenhuma resistir-lhes.
Dá muito mais trabalho namorar. Mas também dá muito mais gozo, cansa o corpo e o coração , mas sabe tão vem viver assim , entre guerras de amor , choros e caprichos, fanáticos ciúmes onde no fim se transformam em beijos e abraços no sentimento forte , onde se deixam levar pelo momento. 

1 comentário:

Carla disse...

Gostei do texto e da musica. :)